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Região Centro Oeste A Integração Regional foi um dos temas mais importantes discutidos no “XX SUECO”, realizado no período de 13 a 15 de junho, no Oliveira’s Place, envolvendo representantes de Unimeds de toda a região Centro-Oeste e Tocantins. A mesa-redonda teve como expositor o Dr. Orestes Barrozo Medeiros Pullin, presidente da Federação do Paraná e do Mercosul, com moderação do Dr. Valdmário Rodrigues Júnior.
Foram debatedores o Dr. Sizenando da Silva Campos Júnior, presidente da Unimed Goiânia; Dr. José Abel Ximenes, presidente da Federação das Unimeds dos estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal; Dr. Jamal Nasser Haddad, presidente da Federação das Unimeds do Estado do Mato Grosso do Sul; Dr. Kamil Hussein Fares, presidente da Federação das Unimeds dos Estados do Mato Grosso; Dr. João Bosco de Almeida Duarte, presidente da Unimed Cuiabá (MT); Dr. Paulo de Tarso Crozara Alves, presidente da Unimed Campo Grande (MS); e o presidente da Unimed Mercosul, Dr. Orestes Barrozo.
Dr. Orestes Barrozo Medeiros Pullin Em sua exposição, Dr. Orestes Barrozo contou todo o processo de formação da Unimed Mercosul, uma confederação formada pela Federação Rio Grande do Sul, Federação Santa Catarina e Federação Paraná, que conta com 69 singulares, 9 prestadoras e 60 operadoras. O Conselho de Administração possui três representantes de cada estado. “Promovemos a integração dos três estados, uniformizamos padrões de gestão, contábeis e tributários, e implementamos uma política de aproveitamento de melhores práticas. Temos 1.350.000 beneficiários e já desenvolvemos uma série de produtos, como a codificação da Tabela Mat/Med, AJIUS, treinamentos próprios, Câmara de Compensação Regional, consultorias, pareceres de Medicina Baseada em Evidências conjuntos, Portal Unimed, entre outros”, contou o presidente da Unimed Mercosul. Após as exposições, o diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil afirmou acreditar que “possamos fazer algo parecido aqui no Centro-Oeste, a partir dos interesses da marca, acima de interesses políticos e operacionais”. E propôs: “Precisamos sair daqui com uma proposta, que possa fomentar todo o Centro-Oeste”.
Dr. Sizenando da Silva Campos Jr. O presidente da Unimed Goiânia, Dr. Sizenando da Silva Campos Jr., concordou e analisou a situação: “A necessidade da integração está bem colocada para que possamos evoluir. Talvez devido à distância, tenho a sensação de que temos um distanciamento, não conseguimos ainda fazer uma integração como a que existe no Sul. Nesses anos passados, perdemos algumas oportunidades. Goiânia é como um polo que recebe muito intercâmbio. Temos vários contatos no intercâmbio operacional com as unimeds da região de Goiás e Tocantins. Teremos que sentar mais vezes para que possamos evoluir. Hoje, por exemplo, ter uma prestação de serviço único para todos os estados, como no Sul, seria o ideal. Goiânia é sócia da Federação Paraná em tecnologia da informação, porque nossa região não conseguiu evoluir”. Dr. Sizenando propôs algumas ações. “Espero que saiamos daqui com esse compromisso de uma maior integração e também um compromisso com o desenvolvimento de produtos comuns para nossa região, como uma Central de Compras, por exemplo. E acredito que a distância não pode ser mais um obstáculo, uma vez que a Unimed Cerrado disponibiliza uma ferramenta bastante útil, que é a Videoconferência”, afirmou.
Dr. Valdmário Rodrigues Jr. Em seguida, Valdmário Rodrigues fez a proposta de um grupo de trabalho para que a integração possa efetivamente evoluir.
Dr. Jamal Nasser Haddad Para Dr. Jamal Nasser Haddad, presidente da Federação das Unimeds do Estado do Mato Grosso do Sul, a região carece de uma integração que já existiu no passado. “O Centro-Oeste foi protagonista de fatos marcantes no cenário nacional. Essa desintegração fez com que deixássemos de ocupar uma posição relevante. O mais importante é o interesse coletivo, ninguém tem que inventar a roda. O operacional não é problema, o mais difícil é aparar vaidades. Precisamos ter uma representação política forte na região, com respeito à singularidade”, avaliou ele.
Dr. Paulo de Tarso Crozara Alves A necessidade de um período de maturação de ideias e propostas foi reconhecida pelo Dr. Paulo de Tarso Crozara Alves, presidente da Unimed Campo Grande (MS). “Precisamos conversar mais por videoconferência, temos conversado pouco. É preciso ter disposição para o acordo político, aparar as vaidades, retirar os entraves, já que o operacional está bem definido. Temos inúmeras vantagens a obter: negociações em escala, estruturação de rede de assistência regionalizada. Esse é o momento propício para termos um bom relacionamento entre nós”, afirmou Dr. Paulo de Tarso.
Dr. José Abel Ximenes “Faço minhas as palavras de vocês. O objetivo foi canalizar esse sentimento que a gente já vinha percebendo, e temos a convicção de que a região Centro-Oeste não pode ficar de fora desse processo de mudança de paradigma, o importante é que não fique ninguém excluído do processo”, manifestou-se o Dr. José Abel Ximenes, presidente da Federação das Unimeds dos estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal. Dr. Abel Ximenes explicou ainda que a Videoconferência é uma vantagem e propôs “montar uma em cada singular nossa, podemos fazer uma em cada federação com a participação da Unimed do Brasil”. Ele finalizou dizendo que “na decisão política ficou muito clara que é necessária a integração, não existem maiores problemas técnicos. Inicialmente, vamos programar reuniões de Videoconferência, cada um convoca outras singulares, criamos a nossa estrutura virtual e vamos discutindo nosso modelo”. No encerramento, Dr. Valdmário convidou a Unimed Mercosul para colaborar em todo o processo e sugeriu que, a partir de agora, sejam feitas reuniões de encaminhamento. |