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Unimed Goiânia sedia XVII SUECO






Um público formado por centenas de médicos cooperados, colaboradores, diretores da Unimed Goiânia e autoridades cooperativistas e políticas ocuparam o auditório do Oliveira’s Place para a abertura solene do XVII SUECO –Simpósio das Unimeds do Centro-Oeste e Tocantins - no dia 26 de novembro à noite, com uma apresentação especial da Banda Pequi, orquestra instrumental da Universidade Federal de Goiás.

A mesa de abertura foi formada pelo presidente da Federação das Unimeds de Goiás e Tocantins – Unimed Cerrado, Dr. José Abel Ximenes; presidente do IPASGO, Dr. Geraldo Lemos (representante do governador Alcides Rodrigues Filho); diretor de Integração Cooperativista da Confederação Nacional das Unimeds – Unimed do Brasil, Dr. João Batista Caetano; presidente da Unimed Goiânia, Dr. Sizenando da Silva Campos Jr; presidente da Unicred do Brasil, Dra. Denise Damien; presidente da OCB-GO, Antônio Chavaglia (representando a Organização das Cooperativas Brasileiras); presidente da Central Nacional Unimed, Dr. Mohamed Akl; presidente da Federação das Unimeds do Mato Grosso do Sul, Dr. Valdimário Rodrigues Jr; presidente da Federação das Unimeds do Mato Grosso, Dr. Kamil Hussein; presidente da Federação Interfederativa das Unimeds do Centro-Oeste e Tocantins, Dr. Paulo Roberto de Almeida; presidente da Federação Metropolitana, Dr. Antonio Miletto; presidente do SINCOOMED, Dr. José Marcondes Neto; presidente da Fundação Unimed, Dr. Almir Gentil; presidente da UNICRED-Goiás, Dr. Clidenor Gomes Filho.

Em seu discurso de abertura o presidente da Unimed Cerrado, Dr. José Abel Ximenes, destacou a história do SUECO e disse ser “importante olharmos para trás, ver o quanto caminhamos e o quanto temos que caminhar. Temos que ter um pouco mais de auto-estima e não ter vergonha de dizer que o cooperativismo médico é isento e falar sobre tudo o que a categoria médica tem feito”.

Dr. Sizenando da Silva Campos Jr, presidente da Unimed Goiânia, valorizou a importância dos encontros regionais e sua capacidade de fortalecimento dos conceitos e ideais. “Cada região tem muito a contribuir no Sistema Nacional Unimed. Nossa atuação em prol da sustentabilidade deve extrapolar os limites do meio ambiente e da economia. Não podemos prejudicar as futuras gerações. A nossa sustentabilidade tem sido afetada por normas da ANS ou do judiciário, mas a nossa opção pelo cooperativismo da ética, de um mundo mais justo e solidário é possível”.

Nesse sentido, o presidente ressaltou a importância de termos representantes políticos que apóiem a categoria médica. “Nas dificuldades de uma crise mundial, devemos estar unidos”, destacou ele, informando que a Convenção Nacional Unimed de 2010 será em Goiânia. E como diz Hipócrates, o pai da medicina, “a arte é longa e a vida é breve. Devemos aproveitá-la ao máximo", discursou.

O representante do presidente da Unimed Brasil, Dr. João Batista Caetano também fez referência à crise mundial: "A Unimed é a que melhor tem condições de passar por uma crise sem ser afetada. Cerca de 15 milhões de pessoas possuem Unimed e isso nos coloca entre as 30 marcas mais valiosas. Uma marca íntegra e duradoura. Valoramos a prevenção e a qualidade de vida, a capacidade de superação. Nada no cooperativismo se constrói separadamente, mas em conjunto, num objetivo comum".

Representando o governador, Dr. Geraldo Lemos, relembrou a história do cooperativismo e definiu os cooperados como "verdadeiros missionários da cidadania, que dão oportunidade a um bom atendimento médico, em que o beneficiário final é o cidadão".

Temas mais importantes

A programação foi formada por oficinas de trabalho, palestras, reuniões e mesas redondas com temas variados sobre tributação, prevenção de conflitos entre operadora e clientes, gestão de responsabilidade social, unimilitância, o papel da educação, modelo de atenção integral à saúde, desenvolvimento e valores humanos.

Contabilidade

Entre os temas mais importantes, foi realizada uma oficina de trabalho sobre Provisões Contábeis e Escrituração Digital, presidida pelo Dr. Breno de Faria – diretor de Planejamento e Controle da Unimed Goiânia, com os palestrantes José Bento e Eduardo Sá, assessores contábeis da Unimed do Brasil.

Segundo eles, uma das questões mais atuais a respeito do assunto é o tratamento contábil das contingências tributárias. “A recente instrução normativa DIOP nº 20/2008 permite prolongar prazos e amenizar o impacto do registro contábil nas unimeds. Estamos nos informando e nos adequando a ela, mas acreditamos que a instrução pode nos ajudar”.

Marca Unimed e novas formas de remuneração

Outra oficina tratou do marketing - A marca Unimed no centro da gestão -, presidida pelo diretor de Mercado, Dr. Sérgio Baiocchi Carneiro, com palestra do Dr. Almir Gentil, diretor de Marketing da Unimed do Brasil, que fez uma exposição mostrando a evolução da marca Unimed e exibição de comerciais de televisão que marcaram a introdução de novos conceitos no mercado de saúde suplementar, influenciando várias operadoras de planos de saúde.

Outras mudanças estão na ordem do dia das unimeds. Trata-se das formas de remuneração dos médicos cooperados, tema de oficina de trabalho presidida pela Dra. Selma Trad, diretora Financeira. O palestrante Dr. Helton Freitas da Unimed Belo Horizonte apresentou a experiência mineira de pagamento de honorários por performance.

Na verdade, essa forma de remuneração está sendo avaliada, mas algumas unimeds já iniciaram sua implantação de forma complementar ao pagamento por procedimento ou serviço prestado, que é feito atualmente.

“No pagamento por performance, o médico ganha pelo que faz pelo paciente e não pelo que faz no paciente. Ele não ganha com a doença e sim porque mantém o paciente saudável. Isso significa uma grande mudança de paradigma, explicou Dr. Helton.

Atualmente, a Unimed Belo Horizonte desenvolve uma série de programas de gerenciamento de doenças nos quais os cooperados ganham por inscrever seus pacientes e um tempo depois, pelo resultado obtido na saúde deles. A Cooperativa fará a avaliação do primeiro ano de atendimento desse programa, mas já se sabe que esse gerenciamento aumentou a qualidade de vida de pacientes hipertensos e diabéticos, diminuiu 20% das internações e reduziu 40% dos custos assistenciais.

Reforma estatutária

A oficina de trabalho que mobilizou os participantes, especialmente advogados e consultores jurídicos, foi a que debateu a reforma do Estatuto Social da Federação das Unimeds dos Estados de Goiás e Tocantins. Na oportunidade, o coordenador dos trabalhos, advogado Daniel Faria, elogiou a Unimed Goiânia como sendo a única singular que enviou propostas de adequações à proposta original de reforma em discussão. As quais foram encaminhadas para apreciação do Conselho de Administração da Federação.

Desafios e tendências

 Dr. Sizenando da Silva Campos Jr, presidente da Unimed Goiânia, foi moderador da mesa-redonda Unimed - Desafios e Tendências -, presidida pelo Dr. José Abel Ximenes (presidente da Unimed Cerrado) com debatedores de vários estados brasileiros: diretor de Integração Cooperativista da Confederação Nacional das Unimeds – Unimed do Brasil, Dr. João Batista Caetano (São Paulo); presidente da Federação Interfederativa das Unimeds do Centro-Oeste e Tocantins, Dr. Paulo Roberto de Almeida (Distrito Federal); Eudes de Freitas Aquino, Federação São Paulo; Reginaldo Tavares de Albuquerque, Federação Norte Nordeste (Paraíba); Nilson Luis May, Federação Mercosul (Santa Catarina) e Emerson Fidelis, Federação das Unimeds de Minas Gerais.

Foram discutidos os desafios internos inerentes ao Sistema Unimed, os desafios externos mercadológicos e a crescente judicalização da saúde, questão que originou a proposta feita pela Unimed paulista de criação das varas de saúde. Uma preocupação comum é o avanço progressivo dos custos assistenciais em função do impacto tecnológico da medicina e como fazer para diminuir a velocidade desse avanço, assim como a necessidade de atualização do atual modelo de cooperativismo.

“A sustentabilidade é a questão mais importante da atualidade e vai ao encontro dos desafios que enfrentamos. Um novo modelo de cooperativismo só fará sentido se apoiar nesse conceito”, destacou o presidente da Unimed Goiânia, Dr. Sizenando da Silva Campos Jr.

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